
Em "Controle absoluto", que estréia nesta sexta-feira (26) em todo o país - a produção é assinada por Spielberg -, o ator volta a ser dirigido por D.J.Caruso, com quem o ator trabalhou no irregular "Paranóia" (2007). Aqui, interpreta Jerry Shaw, um rapaz desajustado e sem dinheiro, que vive à sombra do irmão gêmeo, morto em circunstâncias suspeitas.
A vida banal de Jerry muda quando um carregamento de explosivos militares aparece misteriosamente em sua casa e sua conta bancária recebe um depósito de US$ 750 mil. Nada faz sentido para o rapaz, muito menos o telefonema que recebe dizendo que o FBI invadirá seu apartamento em menos de 30 segundos e que deve obedecer às instruções recebidas pelo celular para fugir.
Enquanto isso, em outra parte da cidade, Rachel Holloman (Michelle Monaghan, de "Kiss kiss, bang bang") passa por situação similar. Sob a ameaça de ver seu filho morto, deverá seguir o plano da misteriosa interlocutora.
O que torna a situação dos protagonistas perturbadora é o fato de que a figura ao telefone é onipresente e controla todas as máquinas e aparelhos eletrônicos da cidade. Em uma das cenas, em represália a uma desobediência, a vilã entra no sistema de comunicação do metrô e ordena aos passageiros a captura de Jerry, por ser um criminoso procurado.
Tratado como terrorista pela polícia e pelo FBI, o casal passa a ser caçado pelo agente Thomas Morgan (Billy Bob Thornton, de "A última ceia") e pela oficial das Forças Armadas Zoe Perez, (Rosario Dawson, de "Rent"). Sem saber das agruras de Jerry e Rachel, divertem a platéia com suposições absurdas sobre o que ocorre --em especial Thornton, com seu já habitual mau-humor .
De fato, há poucas informações sobre quem seja ou quais as motivações da vilã. O que se pode supor é que suas ações têm o envolvimento dos escalões mais altos da inteligência militar americana.
O roteiro, escrito a oito mãos, traz às telas uma boa idéia, estrelada por um elenco afinado e competente. No entanto, as qualidades do roteiro e do trabalho do diretor, D.J. Caruso, não superam o fraco desfecho da produção, que levanta questionamentos sobre a lógica da história.